Cheguei a comentar aqui no blog que nas férias viajei para 3 cidades européias agora em Maio: Paris, Amsterdam e Bruxelas. Quero contar para vocês um pouco do que vi nestes lugares, mas só consegui terminei o relato de Bruxelas rs Para os outros relatos faltam alguns dados que quero cruzar com as informações e lembranças que meu namorado tem dos lugares, principalmente em relação ao roteiro de viagem de Paris porque lá fazíamos tanta coisa por dia que fica dificil de contar
Vamos lá? Qualquer dúvida só colocar nos comentários que vou respondendo!
Espero que vocês gostem
BRUXELAS
Já sabíamos de antemão que ficaríamos em Amsterdam por mais tempo que o necessário para se conhecer a cidade. Por isto, aproveitamos o domingo e fomos para Bruxelas de trem. Eu queria ter feito Paris-Bruxelas-Bruges-Amsterdam de trem. Várias amigas fizeram assim e disseram ser um passeio lindo, mas encarecia a já não barata viagem rs. Nosso voo era Rio-Amsterdam-Rio, com direito a stop over em Paris. Como teríamos esse dia a mais resolvemos fazer uma viagem “bate e volta” até Bruxelas para o circuito básico turístico.
Pela internet só era possivel comprar os high speed trains. Nada dos trens convencionais. O trecho de Amsterdam-Bruxelas-Amsterdam nestes trens duravam 2 horas, mas ao custo de 160 euros para mim e aproximadamente 110 euros para o meu namorado (menores de 25 anos tinham desconto na compra de bilhetes de trem)!
Resolvemos então deixar para ver essa parte em Amsterdam mesmo, pois pensamos que poderíamos encontrar uma forma mais barata de chegar em Bruxelas. E não é que tinha?
Pela internet só conseguíamos ver a opção de compra do trem High Speed. Não aparecia nenhum outro tipo de trem. Porém, na estação central de Amsterdam a atendente nos informou que havia o trem comum que é chamado por lá de Inter City. Com isto a viagem duraria 3 horas, mas ao custo de 50.15 euros por pessoa. Muito melhor né?
O bilhete de trem que compramos valia para aquele dia apenas, mas sem limitação de horário. Então podíamos pegar praticamente qualquer trem.
De Amsterdam para Bruxelas há trens a cada hora, sem baldeação. Muito tranquilo. Durante a viagem, estávamos tão cansados que dormimos muito! E enquanto acordados pudemos apreciar a belíssima paisagem de campos verdes, vaquinhas e moinhos.
Chegamos em Bruxelas. A cidade tem 2 estações de trem: a Central e a Gare du Midi. Nós acabamos descendo nesta última (mas a Central é mais perto da Grand Place e da maioria das atrações). Chegando lá fomos procurar o setor de informações para turista. Compramos mapa e nos informamos sobre o funcionamento do metrô.
É interessante comentar que a Bélgica tem dois idiomas oficiais: holandês e francês. Por isto, todas as placas e informações vêm nesses dois idiomas. Holandês é impossível de entender, mas eu tenho uma base boa de francês porque estudei em um colégio franco-brasileiro durante parte da minha infância/adolescência. Não tenho mais a fluência que um dia tive, mas felizmente entendo tudo do idioma e consigo estabelecer aquela comunicação básica. Meu namorado faz curso de francês então o idioma não foi um obstáculo. Nos pontos de informações turísticas é possível falar em inglês sem contratempo e hoje em dia não é nem um pouco difícil encontrar quem fale inglês em qualquer cidade do mundo, né?
. Agora para quem não fala inglês, nem francês a saída é a boa e velha mímica e paciência redobrada para o trabalho extra que a dificuldade de comunicação vai representar em uma viagem internacional.
Bom, voltando ao deslocamento por Bruxelas
Como na maioria das grandes cidades européias, a estação de trem é integrada ao metrô. Compramos o bilhete de uso diário ao custo de 6 euros para ter maior mobilidade pela cidade.
Nosso roteiro foi o seguinte:
Atomiumsquare – metrô 6 estação Heysel. No local tem um dos símbolos de Bruxelas: uma grande molécula de metal chamada Atomium. É um resquício da Feira Mundial de Bruxelas, ocorrida em 1958 – da qual o Brasil participou. Cada uma das “bolas” do Atomium são salas com exposições permanentes. São 5 no total e é possível entrar em todas. Não achei que as exposições fossem realmente interessantes. Se fôssemos ver uma a uma não ia dar tempo de fazer mais nada na cidade rs. Vimos uma só para ter uma ideia do que tinha dentro e fomos logo apreciar a vista. Do alto da para ter uma vista da cidade, mas que poderia ser melhor explorada se houvessem mapas explicando o que se vê de Bruxelas do alto. Normalmente estes lugares com vistas panorâmicas de cidades costumam ter este tipo de explicação.Não acho que tenha valido a pena ir lá. Longe, fora da zona turística real da cidade.
Mini Europe – Fica muito próximo ao Atomium. Compramos um bilhete combo de Atomium + Mini Europe, ao custo de 23 euros. Se alguem falar para voce visitar a Mini Europe em Bruxelas fuja gritando. 13 euros p entrar! E é um parque de maquetes de monumentos das cidades européias. Sem graça. Passei raiva.
De lá fomos para a Grand Place, uma praça de beleza arquitetônica inestimável. Lá ficam os prédios da Prefeitura e um Museu Belga, além de outras belezas arquitetônicas.
Paramos para almoçar em um dos restaurantes dos arredores da praça e provamos a especialidade local: moules et frites (marisco cozido com fritas). Muito bom! Para acompanhar, cerveja belga
Andamos pelas ruas que cercam a praça, cheia de turistas atrás dos famosos chocolates e biscoitos. Tem uma chocolaterie do lado da outra! Algumas mais conhecidas, como Godiva e Leonidas e outras locais apenas. As lojas de biscoitos amanteigados também se espalhavam pelas imediações da Grand Place. Muitas opções! E provamos a famosa gaufre local que é um wafer crocante por fora e bem macio por dentro. Acrescentamos cobertura de chocolate, morangos e chantilly. #projetobuda rs
Também passamos pelo Manneken Pis que é outro ponto turístico de Bruxelas.
Na sequência, eu quis conhecer o Parc de Bruxelles. Longe da zona turística, deu para ver o que as familías belgas fazem em um domingo: crianças brincando, adultos lendo, adolescentes se encontrando para piquiniques. Uma delícia de se ver em um parque muito bonito. Saindo do Parc fica a Royal Place, onde se situa o Palácio Real Belga.
Continuando o passeio, fomos subindo pela Rue de la Regence. Que rua linda de se caminhar, bem na lateral do Palácio Real! Essa tem de ir ver!!
Prédios antigos lindíssimos, o Palácio Real nas imediações, a igreja Notre Dame du Sabon, a Grand Sinagogue de Bruxelles, Museu Magritte e ao fundo o Palácio de Justiça (estava em obras! Que pena!). Tudo nessa região, praticamente lado a lado. Pelo caminho tinha uma praça linda toda florida que não consigo achar o nome de jeito algum, mas que rendeu umas 100 fotos rs!
Amei Bruxelas e tenho vontade de voltar com mais calma, em um dia de semana, para ver como a cidade se comporta, conhecer os museus. Confesso que achei injusto falarem que a cidade não tem nada a ver/fazer e que é cidade para uma tarde só rs . Só de estar lá e andar pelas ruas lindas, organizadas e limpas de Bruxelas, vendo a paisagem maravilhosa já vale um dia inteiro fácil!
Para quem desejar conhecer a Bélgica, há outros passeios bacanas. Normalmente os roteiros dos brasileiros incluem Brugges também que é uma cidade de feição mais medieval. Uma amiga que está indo por esses dias para a Bélgica colocou no roteiro a ser feito de carro visitas as abadias produtoras de cerveja! Vou esperar ela voltar para contar a experiência e compartilho se tiver dado certo
Algumas fotos estão abaixo, na galeria